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“A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”

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Por Samuel Santos

Quando Marx escreve que “a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”, mesmo a mais de 100 anos, consegue prever que a dominação apenas muda a roupagem e o método, mas os dominados tem probabilidade maior de continuarem sendo dominados.

Fonte: Internet

A Mídia como ferramenta de dominação só é possível com a falta de consciência, de conhecimento, frutos de uma educação tecnicista de um projeto colonialista e dominante.

Quando era só rádio e televisão a barbárie da bestialidade não se acentuava, pois faltava um elemento para completar o ciclo: conexão.

As “redes sociais” trouxeram, para um povo historicamente dominado, colonizado, sem instrução, o fio condutor para levá-los a sua decadência social.

No “brazil” mais moderno, a tragédia social, embora renegada por parte da sociedade, eclodiu em 1964, pela força. Hoje, se dá pela farsa.

A bestialidade é tamanha que o sentimento de frustração dos dominados se transforma em sentimento de prazer numa rede social. Aquele que nunca conseguiu chegar a graduação, barrado pelo projeto dominante, assume numa rede social o papel de advogado, mesmo sem nunca ler uma constituição a que está submetido. Como argumento definitivo de acusação e defesa simultâneo, encena um professor na correção ortográfica do opositor. Nunca surgiram tantos “médicos patologistas” diagnosticando “esquerdopatas”. Nunca tivemos tantos “cristãos” querendo fazer parte do pelotão de fuzilamento….e por aí vai…

Na nossa época, segundo Marx, estamos vivendo o período da farsa. Justiça finge que julga. Políticos na sua maioria fingem que representam o povo. A mídia finge que é imparcial. Fingimos que “temos muitos amigos virtuais”….

E qual a tragédia atual? Estamos fingindo que isso tudo vai passar. Que vamos “bloquear” tudo, assim como bloqueio o que não me convém na timeline. Tragédia é achar que fazer campanha em rede social contra netflix resolverá… Tragédia é achar que escrever “textão”, como este, e publicar em rede social, achando que vai fazer conscientização.

Eis, que entendamos que a vida real, dos proletários, dos trabalhadores e das trabalhadoras não é substituída pela ficção; que a luta se dá no campo de batalha e não na “rede”; que a organização precisa de “cheiro de povo”, ” chão de fábrica e “cheiro de campo”, ou continuaremos coniventes com esta tragédia social que vivemos.

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Por uma educação humanizada

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Muito se tem falado nos últimos dias em doutrinação ideológica e escola sem partido. Penso que a educação é muito maior do que isso. Estou longe de ser um estudioso da educação em si. Minha experiência como professor é bem recente, atuo a pouco mais de três anos em uma escola particular, mas consegui absorver ao longo desse tempo, através de formações, leituras e também como pós-graduando em Ensino de Sociologia, algum entendimento sobre o assunto.

Dos textos que tive a oportunidade de ler nos últimos tempos, o que mais me chamou atenção foi o “Educar para Humanizar”, do Chico Alencar. Um texto bastante provocativo e reflexivo, afinal, educar para quê? Formar bons profissionais e servir ao “deus mercado”, ou buscar uma educação com o sentido de humanizar nossas crianças e jovens?

Com tantos problemas sociais, políticos, econômicos, ambientais e tantos outros, não vejo outra função para a educação que não seja a de querer tornar nossas crianças e jovens, melhores do que somos. É impossível desconectar a escola de todos esses problemas, como se estivesse em um universo paralelo.

Precisamos sim tornar nossas crianças mais humanas! Sensíveis a fome, a violência, as inúmeras formas de preconceitos, a desigualdade social, a poluição…

Uma educação que seja eficaz e não só eficiente. Uma educação de princípios coletivos, cooperativos. Uma educação que forme médicos para tratar pessoas e não doenças, economistas que diminuam as desigualdades sociais e engenheiros que tenham como meta a acessibilidade em todos os seus projetos, em todos os sentidos.

Penso que essa é a luta que vale a pena. Lutemos, pois, por uma educação humanitária!

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Manifesto em Defesa da Democracia de Santo Antônio da Patrulha

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IMG-20160414-WA0024MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA – COMITÊ SANTO ANTÔNIO DA PATRULHA-RS

“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.” Eduardo Galeano
Algumas pedras no caminho da jovem democracia brasileira… pedras, estas, que jamais deverão interromper a caminhada daqueles que sonham com justiça e liberdade!
Conquistamos com muita luta o direito de participar do sistema político escolhendo representantes. Com eleições livres, exercemos nosso poder de escolha e elegemos a presidenta DILMA ROUSSEFF. Agora, boa parte da classe política, movida por interesses pessoais, em cooperação com setores reacionários da sociedade brasileira, prepara um GOLPE que visa a derrubada do governo escolhido pela maioria dos cidadãos brasileiros.
Não podemos aceitar passivamente o que se apresenta. Nossas consciências políticas e nossos ideais clamam por atitudes. A mobilização popular se faz necessária e urgente em defesa do direito fundamental ao voto e à participação na vida pública.
Não se trata aqui de defender um partido, uma ideologia: a NOSSA LUTA É EM DEFESA DA DEMOCRACIA BRASILEIRA! Os votos de milhões de brasileiros não podem ser ignorados. Como cidadãos, temos não apenas o direito de manter o governo que livremente escolhemos, mas o DEVER de por ele lutar!
Não é o governo do Partido dos Trabalhadores que está na “corda bamba”: são nossos direitos e liberdades! Por isso, lutamos e convidamos a todos os cidadãos a se envolverem na nossa causa. O sonho ainda está longe de ser realizado! A esperança é o que nos move!
Por isso os integrantes do Comitê em Defesa da Democracia de Santo Antônio da Patrulha são totalmente contra qualquer tipo de ameaça a nossa democracia. Tudo o que for contra os direitos constitucionais é GOLPE.
Com compromisso e responsabilidade! CAMINHEMOS!
Assinam:

Alencar Massulo de Oliveira – Arquiteto
Istela Foss, Professora.
Eliel marques- Estudante Universitário
Júlia Rizza- Estudante Universitária
Edgar Costa – Diretor CUT
Mariane da Cruz Pinto, Estudante Universitária
Reinaldo Costa- Estudante Universitário
Daiana Buhler – Babá
José Samuel da Silva Santos- Agricultor, Tecnólogo em Des. Rural
Sérgio Paulo de Fraga – Professor
Gustavo Gil Peres – Advogado
Carla Rodrigues Moraes – Estudante
Diego Portal – Vendedor
Luiz Guilherme Vargas da Silva – Fotógrafo
Diones Eduard Buhler – Advogado
Paula Cardoso de Lucena – Professora
Luiza Araújo – Estudante Universitário
Alex Leonardi – Economista, Professor Universitário.
Emanuele Gonçalves – Massoterapeuta, Estudante Universitária
Edenilson dos Santos Costa- Servidor Público/Professor de História
Carlos R. M. Peixoto, Professor Universitário
Edson Monticelli – Tecnólogo em Des. Rural
Arnaldo Bühler- Agricultor
Sônia Dalmar Braga Ramos- Professora
Sara Fraga – Administradora de Empresas e Estudante Universitária
Odilon Ramos – Radialista
Anelise Ramos – Massoterapeuta
Max Luan Fraga de Souza – Autônomo
Mariana Tozato – Estudante Universitária
Zaida M. Miranda Buhler – Cuidadora de Idosos
José Carlos dos Santos Oliveira – Bancário Aposentado
Augusto de Fraga Cardoso – Professor
Alexandre Malta- Ator
Ronaldo Borba- Tecnólogo em Des. Rural
Janete M. Adamski – Bióloga

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