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Educação

Por uma educação humanizada

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Muito se tem falado nos últimos dias em doutrinação ideológica e escola sem partido. Penso que a educação é muito maior do que isso. Estou longe de ser um estudioso da educação em si. Minha experiência como professor é bem recente, atuo a pouco mais de três anos em uma escola particular, mas consegui absorver ao longo desse tempo, através de formações, leituras e também como pós-graduando em Ensino de Sociologia, algum entendimento sobre o assunto.

Dos textos que tive a oportunidade de ler nos últimos tempos, o que mais me chamou atenção foi o “Educar para Humanizar”, do Chico Alencar. Um texto bastante provocativo e reflexivo, afinal, educar para quê? Formar bons profissionais e servir ao “deus mercado”, ou buscar uma educação com o sentido de humanizar nossas crianças e jovens?

Com tantos problemas sociais, políticos, econômicos, ambientais e tantos outros, não vejo outra função para a educação que não seja a de querer tornar nossas crianças e jovens, melhores do que somos. É impossível desconectar a escola de todos esses problemas, como se estivesse em um universo paralelo.

Precisamos sim tornar nossas crianças mais humanas! Sensíveis a fome, a violência, as inúmeras formas de preconceitos, a desigualdade social, a poluição…

Uma educação que seja eficaz e não só eficiente. Uma educação de princípios coletivos, cooperativos. Uma educação que forme médicos para tratar pessoas e não doenças, economistas que diminuam as desigualdades sociais e engenheiros que tenham como meta a acessibilidade em todos os seus projetos, em todos os sentidos.

Penso que essa é a luta que vale a pena. Lutemos, pois, por uma educação humanitária!

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NOTA OFICIAL – Sobre a Redação do Enem

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Por Secretaria Políticas para as Mulheres

Confraternizo com os responsáveis pelo ENEM de 2015 por apresentar como tema da redação que foi aplicada na tarde deste domingo (25/10) o debate sobre a violência.

Intitulado “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira” sem dúvida alguma fez com que 7.746.261 mil jovens – dos quais 4.458.265 (57,5%) são do sexo feminino – refletissem sobre esta epidemia da violência contra a mulher , reflexo de uma sociedade patriarcal e machista.

Ter este tema debatido no Enem – a segunda maior prova de acesso ao Ensino Superior do mundo, ficando atrás só de um realizado na China- é um avanço para toda a sociedade quebrar com a banalização da cultura da violência.

A construção de uma pátria educadora se faz a partir da discussão de questões que mudam mentalidades e com isso, provocam mudanças culturais e rompem paradigmas. A escolha deste tema, o levou para dentro de quase 8 milhões de famílias brasileiras. Isso é algo de fundamental importância.

Não tenho dúvida da enorme contribuição para a sociedade quando no ENEM um exemplo de excelência e qualidade abraça essa causa de tolerância zero com a violência. Com essa atitude de colocar o tema como redação , vimos reforçada a luta de 12 anos da Secretaria de Políticas para as Mulheres para a transversalidade das questões de gênero no governo federal.

Eleonora Menicucci – Secretária Especial de Políticas para as Mulheres do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.

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Quadrinho didático desconstrói falácia da ‘meritocracia’

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Meritocracia? De forma quase didática, um ilustrador australiano resumiu bem como a ideia de que as pessoas têm as mesmas oportunidades não é verdadeira

Fonte: Revista Fórum

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Revista Fórum

É muito comum no Brasil, principalmente depois da ascensão de parte da população com os programas de transferência de renda do governo, algumas pessoas recorrerem ao conceito de “meritocracia”.

Essa ideia é, normalmente, utilizada para criticar as medidas sociais usando a justificativa de que todos têm as mesmas oportunidades e que o mérito verdadeiro – o sucesso profissional, por exemplo – depende unica e exclusivamente do esforço individual.

De modo simples e quase didático, o ilustrador australiano Toby Morris consegue desconstruir esse conceito. Por meio de duas histórias distintas, em um quadrinho intitulado “On a Plate” [em português, De Bandeja], Morris resume bem a condição a que muitos estão submetidos e expõe os privilégios que os defensores da meritocracia carregam consigo e não enxergam.

Confira a versão com a tradução livre feita pelo Catavento.

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