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Bate-papo com Diogo Barcelos: Música, Cultura e Educação.

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Transmissão de ontem, com nosso grande amigo, Diogo Barcelos, falando de música, cultura e educação. Uma conversa agradável com essa pessoal super alto astral.

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Primeira parte- Bate papo e música boa com Diogo Barcelos.

Publicado por Manifesto Rapadura em Segunda, 23 de abril de 2018

Ultima parte- Bate papo e música boa com Diogo Barcelos.

Publicado por Manifesto Rapadura em Segunda, 23 de abril de 2018

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Uma experiência legislativa

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Foto: Cláudio Franken

Durante o mês de fevereiro deste ano, tive uma grande oportunidade. Fui chamado a assumir o cargo de vereador no Município de Santo Antônio da Patrulha. Nas eleições de 2016, eu havia concorrido pelo PT, em uma coligação proporcional com o PTB. Os 553 votos que obtive, me garantiram a segunda suplência dentro da coligação.

Por conta disso, o vereador Marcelo Gaúcho (PTB), abriu mão de um mês do seu mandato, assim como a primeira suplente, Professora Glória Terra (PTB), para que eu tivesse essa experiência legislativa.

Nesse período, eu estava de férias da prefeitura (sou servidor público municipal desde 2006), o que me deu mais possibilidade de conversar com pessoas, atendendo tanto na Câmara quanto na rua.

Foto: Arquivo pessoal – Edenilson Costa

Logo que assumi, em 06/02/2018, informei ao pessoal do partido, amigos, apoiadores e colegas de trabalho, que iria precisar de todos para pôr em prática a proposta da nossa campanha, o “Mandato Compartilhado”. Eu tinha esse compromisso de honra e a consciência de que jamais teria chegado à Câmara sem essas pessoas e que não estaria ali para me representar, mas para representar um projeto democrático, participativo e interessado no bem comum e na coletividade.

Talvez esse tenha sido o diferencial deste curto mandato. A partilha de ideias, o debate, o encontro, o diálogo, visita a entidades e o assessoramento por parte dos amigos ligados ao gabinete do Deputado Estadual Zé Nunes, geraram os pedidos de informação, as indicações e os projetos de lei. Nada feito de maneira isolada, sem pensar, por impulso, ou escondida, mas de maneira transparente, coletiva para o coletivo.

Foto: Assessoria de Comunicação – STR-SAP

Tratamos sobre mobilidade urbana, através da indicação de instalação de ciclofaixas nas próximas ruas a serem pavimentadas; a partir de uma conversa com agricultores e uma visita ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais, propusemos  incentivos à agricultura familiar, por meio de indicação de lei que garanta a aquisição de produtos da agricultura familiar para a merenda escolar, apoio à estruturação de feiras e na regularização fundiária no meio rural; de valorização da cultura, propondo mais autonomia ao Conselho Municipal e Cultura e a valorização dos Ternos de Reis, tornando-o patrimônio imaterial do Município; pensamos na sustentabilidade ao propor projeto de lei que verse sobre o uso racional da água e sua reutilização, principalmente nos prédios públicos; iniciamos também o debate quanto a forma de estagiários no Poder Público, propondo que sua entrada fosse por meio de realização de provas em processo seletivos e não mais através de indicações, incluindo cotas a estudantes negros e com necessidades especiais.

Tivemos outras preocupações, pedindo esclarecimentos quanto a investimentos em educação, atendimentos na área da saúde e sugestões com relação ao transito, porém, nosso foco, foi muito mais em questões futuras, com pensamento à médio e longo prazo.

Foi um período também para me unir aos meus colegas servidores públicos, buscando união da categoria, participando de assembleia, reuniões e manifestações com o objetivo de suscitar o debate em torno dos problemas da gestão municipal e da necessidade de valorização e respeito ao servidor e ao serviço público, alvo e ataques por alguns meios de comunicação que acabam por influenciar a opinião pública.

Enfim, uma experiência que se leva para a vida toda. Um aprendizado e uma lição a ser seguida, de que a luta pelo coletivo, pelo bem comum e por uma sociedade mais igualitária, justa e democrática é um caminho a ser trilhado diariamente.

Que venham mais momentos como esse, pois tenho a certeza de poder sempre contar com pessoas que comungam deste mesmo ideal.

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“A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”

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Por Samuel Santos

Quando Marx escreve que “a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”, mesmo a mais de 100 anos, consegue prever que a dominação apenas muda a roupagem e o método, mas os dominados tem probabilidade maior de continuarem sendo dominados.

Fonte: Internet

A Mídia como ferramenta de dominação só é possível com a falta de consciência, de conhecimento, frutos de uma educação tecnicista de um projeto colonialista e dominante.

Quando era só rádio e televisão a barbárie da bestialidade não se acentuava, pois faltava um elemento para completar o ciclo: conexão.

As “redes sociais” trouxeram, para um povo historicamente dominado, colonizado, sem instrução, o fio condutor para levá-los a sua decadência social.

No “brazil” mais moderno, a tragédia social, embora renegada por parte da sociedade, eclodiu em 1964, pela força. Hoje, se dá pela farsa.

A bestialidade é tamanha que o sentimento de frustração dos dominados se transforma em sentimento de prazer numa rede social. Aquele que nunca conseguiu chegar a graduação, barrado pelo projeto dominante, assume numa rede social o papel de advogado, mesmo sem nunca ler uma constituição a que está submetido. Como argumento definitivo de acusação e defesa simultâneo, encena um professor na correção ortográfica do opositor. Nunca surgiram tantos “médicos patologistas” diagnosticando “esquerdopatas”. Nunca tivemos tantos “cristãos” querendo fazer parte do pelotão de fuzilamento….e por aí vai…

Na nossa época, segundo Marx, estamos vivendo o período da farsa. Justiça finge que julga. Políticos na sua maioria fingem que representam o povo. A mídia finge que é imparcial. Fingimos que “temos muitos amigos virtuais”….

E qual a tragédia atual? Estamos fingindo que isso tudo vai passar. Que vamos “bloquear” tudo, assim como bloqueio o que não me convém na timeline. Tragédia é achar que fazer campanha em rede social contra netflix resolverá… Tragédia é achar que escrever “textão”, como este, e publicar em rede social, achando que vai fazer conscientização.

Eis, que entendamos que a vida real, dos proletários, dos trabalhadores e das trabalhadoras não é substituída pela ficção; que a luta se dá no campo de batalha e não na “rede”; que a organização precisa de “cheiro de povo”, ” chão de fábrica e “cheiro de campo”, ou continuaremos coniventes com esta tragédia social que vivemos.

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Por uma educação humanizada

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Muito se tem falado nos últimos dias em doutrinação ideológica e escola sem partido. Penso que a educação é muito maior do que isso. Estou longe de ser um estudioso da educação em si. Minha experiência como professor é bem recente, atuo a pouco mais de três anos em uma escola particular, mas consegui absorver ao longo desse tempo, através de formações, leituras e também como pós-graduando em Ensino de Sociologia, algum entendimento sobre o assunto.

Dos textos que tive a oportunidade de ler nos últimos tempos, o que mais me chamou atenção foi o “Educar para Humanizar”, do Chico Alencar. Um texto bastante provocativo e reflexivo, afinal, educar para quê? Formar bons profissionais e servir ao “deus mercado”, ou buscar uma educação com o sentido de humanizar nossas crianças e jovens?

Com tantos problemas sociais, políticos, econômicos, ambientais e tantos outros, não vejo outra função para a educação que não seja a de querer tornar nossas crianças e jovens, melhores do que somos. É impossível desconectar a escola de todos esses problemas, como se estivesse em um universo paralelo.

Precisamos sim tornar nossas crianças mais humanas! Sensíveis a fome, a violência, as inúmeras formas de preconceitos, a desigualdade social, a poluição…

Uma educação que seja eficaz e não só eficiente. Uma educação de princípios coletivos, cooperativos. Uma educação que forme médicos para tratar pessoas e não doenças, economistas que diminuam as desigualdades sociais e engenheiros que tenham como meta a acessibilidade em todos os seus projetos, em todos os sentidos.

Penso que essa é a luta que vale a pena. Lutemos, pois, por uma educação humanitária!

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